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Como a Personal Organizer pode ajudar no luto – Pós morte

A partida de um ente querido por sí só já trás uma dor devastadora, a tristeza é profunda e entramos em luto. O luto é algo natural e é fundamental vivenciarmos pra conseguimos dar continuidade a nossa vida. Por mais dolorido que possa ser, a vida continua para os que ficam e para que essa vida seja plena, precisamos aceitar a ausência dessa pessoa. Essa aceitação não ocorre de um dia para o outra, cada pessoa tem o seu tempo, mas é importante ter em mente que o objetivo do luto é aceitação do ocorrido, para conseguir seguir em frente.

Sentimos um vazio imenso com a partida de alguém e muito além do vazio sentimental existe o vazio fisico, e como somos seres muito materiais, acabamos subindo esse vazio com objetos, roupas, quartos, pertences da pessoa que nos deixou. É como se aquela blusa, antes sem importância, agora fosse um pedaço da presença física do falecido.

 

 

Então, como se desapegar daquilo? Em alguns casos, são poucos objetos, um casal que dividia um armário, em outros casos são quartos inteiros que acabam ficando pra contemplação e pra acalmar um pouco o coração dos que ficam. Porém desapegar desses objetos faz parte da caminhada do luto, faz parte da aceitação que a vida segue e que se aqueles objetos não estão mais sendo usados, podem ajudar outras pessoas. É ai que nós, personal organizers podemos contribuir, fazendo uma trabalho de ajuda, para reorganizar aquele ambiente. Sem mudanças radicais, mas mudanças suaves e confortáveis aos moradores da casa. O momento em que nos permitimos mexer nos pertences, precisa ser um momento sereno e tranquilo. Rever objetos esquecidos e relembrar momentos marcantes, um momento para sorrisos e lágrimas. Uma pessoa neutra, um profissional, ao seu lado te permite contar histórias e falar da pessoa, a organização pós-morte acaba sendo quase uma terapia.

 

 

Perder um filho é uma dor inenarrável, ainda mais quando se perde quando se “devia” ganhar. A partida do Lorenzo sem ao menos usar qualquer roupinha adquirida pra ele doeu mais do que eu podia imaginar. E mexer nas coisas de fato é algo que precisa de ajuda, e muitas vezes de ajuda profissional. Chamei uma personal organizer e foi fundamental nesse ritual de passagem que foi desmontar o berço do Lorenzo. Saber organizar, como movimentar e ter ideias de como mudar o ambiente em um momento que poucas coisas nos motivam foi fundamental. Com uma lata de tinta e uma tarde fez-se esse rito de passagem que sozinha não conseguiria. Ainda está-se em fase de mudança aqui em casa, mas o giro começou, e tem de alguma forma mudado um pouco. Cada dia é uma luta, mas com ajuda profissional a dor é menor.

(Relato da Silvia, que perdeu seu bebê com 39 semanas de gestação no dia do parto)

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